quinta-feira, 7 de abril de 2011

LUTO


Foi com uma imensa dor que ouvi a notícia no rádio. Um rapaz de 24 anos invadiu uma escola e atirou em crianças. Senti um calafrio e chorei. A escola fica no bairro onde nasci e fui criada. Meus pais e irmãos ainda moram lá. Tristeza. Enxuguei o rosto, mas a imagem de crianças sujas de sangue surgiu na minha imaginação. Senti outro calafrio. Medo. Por que?

Meus irmãos e eu fomos crianças felizes, com pais amorosos. Estudamos em escola pública como essa que foi atingida pela tragédia. Em que mundo vivemos? Onde crianças não estão seguras nem dentro do espaço sagrado de uma escola?

Choro mais uma vez. Cada vez que ligo o rádio, o número de mortos aumenta e as informações são desencontradas. Eu peço a Deus proteção, paz e serenidade para os pais dessas crianças. Estou realmente muito triste, angustiada, com medo. Que saudade dos momentos de minha infância, onde meu único medo era ser descoberta no "pique-esconde".

Aos pais que perderam seus filhos, que tiveram outros feridos, aqueles que estavam presentes na Escola Municipal Tasso da Silveira, eu peço perdão por essa violência.

3 comentários:

Charlayne Primo disse...

Lembra do meu primo, Paulo Henrique? Ele estava lá... Ele faz estágio nessa escola. Teve que se proteger e ainda ajudar a proteger as outras crianças... Graças a Deus, ai, como eu agradeço, não aconteceu nada com ele... Mas com que cabeça ele vai voltar pra sala de aula na semana que vem? Como ele e as outras pessoas que estavam ali vão continuar naquele local lembrando desse incidente? Como as mães vão ter tranquilidade em deixar seus filhos irem a escola? É muita covardia... muito triste...

Joice Oliveira disse...

Também fiquei muito triste com o que a conteceu. minha sobrinha de 13 anos estudava nessa escola até 2 semanas atrás...
Fico feliz por não ter acontecido nada com ela e triste pelo que aconteceu aos outros inocentes.
Força aos pais, aos alunos e a todos os funcionários da escola e pessoas da comunidade próxima. Recomeçar não vai ser fácil.

Gina disse...

Renata,
É lamentável demais, mas de tudo, por pior que seja, se tem que tirar lições.
Deve-se ficar atento quanto ao comportamento dos filhos, buscar tratamento, porque o caso dele era nitidamente de saúde mental.
Tudo que é represado um dia explode e as consequências são inimagináveis, como essa.

Também sou do Rio, morei bem pertinho de você, na V. Militar e outros lugares da cidade.
Bjs.

 
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